terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eleições 2010 - Fique esperto!

EM TEMPO DE SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES GERAIS NO BRASIL

A Igreja Presbiteriana do Brasil, em obediência à Sagrada Palavra de Deus, reconhece que Deus é o Soberano Senhor sobre toda a terra e que seu governo abrange todas as dimensões da existência humana. Assim, todo ser humano investido de autoridade está sujeito a Deus, pesando sobre ele o dever de exercer suas funções públicas com equidade e fidelidade.

Os cristãos são conclamados a participar no processo eleitoral e político do mesmo modo como precisam se envolver nas demais áreas da sociedade. À igreja, pois, cabe a tarefa de orientar seus membros para que sejam responsáveis e atuantes em cumprimento aos mandados de Deus.

Reafirmamos que a Igreja prima pela inviolabilidade da consciência política de seus membros e, portanto, não apóia individual e oficialmente nenhum candidato ou partido político, bem como, nenhum de seus membros tem autorização para falar em seu nome, indicando ou apoiando em nome da Igreja qualquer candidato. Não apresentamos nenhum nome com a intenção de manipular ou induzir as pessoas, impondo-lhes a obrigação de votar nos mesmos.

A Igreja Presbiteriana do Brasil fala por meio de Concílios e não por indivíduos, mesmo que investidos de autoridade pastoral individualizada. O Supremo Concílio da Igreja reunido em Curitiba, em julho de 2010, não oficializou nenhum apoio a quaisquer candidatos e nem a partidos políticos específicos, somente orientou que a Igreja no seu todo participe de forma crítica levando em conta as propostas apresentas. O direito do voto é intransferível e inegociável e deve expressar a consciência do cristão verdadeiro.

A Igreja Presbiteriana do Brasil já tem de forma pastoral orientado os seus membros e publicado o seu posicionamento oficial em relação a questões críticas discutidas neste momento de debate político.

Rogando as mais ricas bênçãos sobre o povo de Deus nessa hora, e suplicando ao Senhor da Seara que abençoe os membros da Igreja Presbiteriana do Brasil no exercício fiel de sua cidadania, despeço-me.

Do servo,

Rev. Roberto Brasileiro Silva
Presidente do Supremo Concílio Igreja Presbiteriana do Brasil
Mais informações: http://www.ipb.org.br/portal/noticias/443-segundo-turno-das-eleicoes

Matheus Casimiro, São Paulo, outubro de 2010

sábado, 9 de outubro de 2010

Aquele que é completo, completa.

Hoje fiquei sabendo sobre Aline Coelho muito mais do que soube há anos atrás. Conheci Aline de ouvir falar, por comentários, por volta de três anos atrás. Quem diria que ouviria de novo sobre ela hoje! Ainda mais sobre seu estado de saúde: leucemia.

Aline tem apenas 18 anos e tem visto muitas pessoas se mobilizarem; pessoas motivadas a ajudar, desde seus familiares até famosos jogadores de futebol. Foi, portanto, a partir disso que parei pra pensar: o que me motiva? A escrever? A procurar um emprego? A pregar o Evangelho? A fazer um teste para doação de medula? A viver?

E aqui, as perguntas ainda não cessam: o que motiva os amigos de Aline a fazerem vídeos para divulgar seu problema e a fazerem o teste para a doação de medula? E sua família? O que motiva Aline? E, por fim, me pergunto: o que motiva você?

Poderia dizer que o amor, a solidariedade, a felicidade, a esperança, o sonho, a fé, são agentes motivadores. Mas, por sua vez, o que desperta esses agentes motivadores?

Não consegui resposta alguma. Talvez, porque esses agentes motivadores já nos sejam dados desde sempre, para quando nos depararmos com uma situação assim, possamos agir. Então, nada os desperta, eles já são por si só. E não é algo parecido com isso que dizem sobre Deus? Algo como: Deus é auto-suficiente, Deus sempre existiu e ponto, Deus é Deus por si só e não necessita de mais nada.

É possível, então, relacionar esse Deus com Aline? Ainda que esse Deus seja concebido como sendo um ser tão cheio, tão completo? Declaro aqui: é justamente por Deus ser assim que essa relação é possível.

Não. Não irei discorrer muito sobre isso. Cessarei algumas bolhas. Mas não posso deixar de dizer, pelo menos, duas coisas. A primeira é que justamente por Deus ser completo, que Ele é capaz de completar; nos completar da perda, da saudade, da carência, da solidão.

A segunda é que, por mais difícil que seja aceitar ou entender Deus não faz coisas ruins. Você já tinha parado pra pensar nisso? Deus não produz tristezas, infelicidade. Deus não fez isso com a Aline. Mas também é verdade que muitas vezes ele não as impede. E por que não?

Bom, a verdade é que tenho algumas hipóteses, algumas respostas, mas não as colocarei aqui agora, porque lembrem-se que eu gostaria de falar apenas duas coisas. Assim, o fato é que dessas coisas ruins, Deus pode, e quer fazer, coisas maravilhosas. Não me pergunte como e não me venha com outro por quê, mas a verdade é essa.

Por isso, permita que Deus faça da pior coisa do mundo que está acontecendo em sua vida, algo singularmente maravilhoso e incomparavelmente bom! E, além disso, permita que Ele te complete, te preencha, te adentre no mais profundo de sua alma. Porque, afinal, é maravilhoso saber que mesmo Deus não precisando de nada (e isso nos inclui), Ele quer fazer parte de nós.

Patrícia de Almeida, São Paulo, agosto de 2010